domingo, 11 de setembro de 2011

"[LADRA BOCA]".



"[LADRA BOCA]".

Ladra boca,
furtou-me esse beijo,
deixou o desejo,
descoberto sem touca.

Ladra boca,
falou de emoção,
deixando a paixão,
quase louca.

Ladra boca,
gritou para o mundo,
do amor profundo,
até ficar rouca.

Ladra boca,
presa e feliz,
palavra que diz,
tão pouca...

"[MOMENTO DE LÚCIDEZ]".


"[MOMENTO DE LÚCIDEZ]".

Momento claro,
na mente de um louco,
fato muito raro,
de amor tão pouco.

Beijou sua mão,
abraçou-lhe forte,
disse então,
é meu dia de sorte.

Voltou à escuridão,
com a mente ofuscada,
sem rumo e direção,
andou para o nada.

Parou no corredor,
olhando pra traz,
cadê aquele  amor,
que me fez incapaz???

sábado, 10 de setembro de 2011

"[CHAMOU-ME DE AMOR]"?




"[CHAMOU-ME DE AMOR]"?

Chamou-me de amor,
foi pelo carinho,
ou pelo beijo dado?

Ou pelo favor,
que lhe foi prestado,
nesse longo caminho.

Chamou-me de amor,
foi pelo afago,
ou força de expressão?

Ou pelo calor,
que tanto trago,
no coração...

"[SOMBRAS ll]".

"[SOMBRAS ll]".

Sombras,vagas espreitas,
nas encostas da solidão,
só tristezas são sujeitas,
à essa situação.

Sombras,vultos sombrios,
nas paredes do coração,
que aparecem frios,
por efeitos de coacção.

Sombras,restos,dor,
no peito fulmina,
um grande amor,
final se destina.

Sombras,tristes,elásticas,
contém desprezos,
em formas apáticas,
desfaz os coesos...

"[ONDE ESTÁS,HÓ DONA DE MIM]"?


"[ONDE ESTÁS,HÓ DONA DE MIM]"?


Onde estás hó dona de mim?
Te procuro e não acho,
tendo no peito um facho,
nessa escuridão sem fim.

Os objetivos desse coração,
estão tristes amargurados,
com prazeres desencontrados,
sem mesmo ter solução.

Braços tonteiam no escuro,
pernas cambaleiam sem rumo,
cabeça caída sem prumo,
debate-se nesse muro.

Ao encontra-la,hó dona de mim,
deixe-me ser seu macho,
ou faça-me seu capacho,
alegrando meu peito assim...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"[ORVALHO]".


"[ORVALHO]".

 Lágrimas orvalham,
 a esperança,
 sorriso de criança,
 quimeras espalham...

"[NEGRO OLHAR]".





"[NEGRO OLHAR]".


Olhar noturno,distancia,
mesclado com escuridão,
ofusca toda alegria,
de qualquer coração.

Intimida o belo luar,
desfazendo do amor,
em quem quer amar,
assim só restando a dor.

As flores também murcham,
com orvalho triste da noite,
onde olhos negros puxam,
vendaval como açoite.

Decidiu ir em frente,
tirando para o lado,
esse olhar da mente,
que viveu no passado...