segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"[CASTIGO PARA MENTIROSO]".

                                                 
           "[CASTIGO PARA MENTIROSO]".

 José Antonio,era um sujeitinho,magro de estatura média,muito falante,metido a namorador.
 Tinha uma égua pangaré,que lhe transportava pelas pradarias do lugar.
 Quando encontrava-nos pelo caminho num trotezinho,de doer o traseiro,perguntava-mos onde ia com tanta pressa.
 Ele mais que depressa dizia,vou ali na "Fazenda Pedra Branca" ver a minha noiva.Nessa referida fazenda vivia uma viúva e sua filha Iracema,moça destemida,corajosa que fazia todos os serviços e lidas da fazenda.
 Um dia meu tio encontrou Iracema,e perguntou que dia ia ser aquele casamento com Zé Antonio?Ela rebateu dizendo aquele danado está falando isso?Meu tio afirmou que sim.
 Então Iracema cheia de ódio falou,esse maldito sempre vai à fazenda pela manhã tomar leite quentinho que eu tiro na hora.Mas deixe está,vou aprontar uma boa para esse safado mentiroso.
 No outro dia,Zé ali estava,cumprimentou a mãe de Iracema e desceu para o retiro das ordenhas.
 Chegando lá como era de costume seu caneco já estava preparado para ele.
 Deu bom dia e bebeu seu leite matinal,Iracema alertou-o pelo gosto,dizendo,não estranhe o sabor porque é de vaca de primeira cria, é um pouco mais forte. Ta bom?Ele bebeu como um bezerro com fome.
 Iracema continuou seus afazeres,de repente chamou o Zé para dar uma olhada numa porca que tinha dado leitões.Como o chiqueiro era longe tinha que passar por baixo de um laranjal enorme.
 Saíram,e o Zé,feliz da vida pelo convite,não sabendo que o leite que bebera tinha uma dose cavalar de purgante veterinário.
 Andou alguns passos e o efeito do remédio começou à se manifestar no seu intestino.Trocava passos incertos retorcia-lhe as tripas e começou à trocar de cor.
 Iracema sentiu que o Zé estava em apuros,pegou na sua mão e continuou a andar.
 Mais alguns passos Zé não se conteve,só disse,me dá licença mas tenho que ir embora ver o meu gado que está no pasto,mentira pois ele só tinha aquela égua!Soltou da mão de Iracema e saiu em desabalada carreira.
 Zé estava vestido com um terninho de linho cinza,no terceiro passo ali deixou tudo o que tanto lhe incomodava.
 Nem sequer olhou para traz e simplesmente desapareceu laranjal abaixo.
 Até os dias de hoje não se tem notícias de José Antonio...
 "O NAMORADOR"...

"[CATACLISMO]".



"[CATACLISMO]".

Nos prantos e lamúrias,
entre gemidos de dor,
de um ferido coração,
entre lágrimas quentes,
com muita emoção,
apagando o amor,
provocando crescentes,
desalentos e fúrias,
com empenho e furor,
aos gritos estridentes,
aonde quer que for,
em palavras espúrias,
"desapareça por favor"...

domingo, 11 de setembro de 2011

"[LAGO DE ILUSÃO]".


"[LAGO DE ILUSÃO]".

O tilintar das goteiras,
no costado do meu ser,
são lágrimas sorrateiras,
desse meu tristonho viver.

Corre com lava incandecente,
nessa geleira de dor,
de modo comovente,
derretendo esse amor.

Nutriu um imenso lago,
de esperança e ilusão,
com verdejante afago,
em volta do coração...

"[FAMIGERADA FALSIDADE]".

  

"[FAMIGERADA FALSIDADE]".

Jogastes a primeira pedra,
sentenciando meu pecado,
esqueceu-se de que vivera,
nesse pobre,mas doce passado.

Em berço de ouro hoje se deitas,
andas de carrões,motos e aviões,
moras em manções que te deleitas,
ao lado de falsos e amargos corações.

Ainda tens a grata coragem,
apedrejando o que tanto amou,
sem olhar a doce passagem,
daquele mundo que lá deixou.

Ser pecador pela humildade,
quero permanecer assim,
e sua crescente falsidade,
atirar-me  pedras até o fim...

"[A CAÇA]".


"[A CAÇA]".


No árido sertão,
uma menina descalça,
da flor só o pendão,
no cabelo realça.

Nos lábios,
baton de urucum,
em passos sábios,
vão um a um.

Nas mãos carrega,
atiradeira caçante,
a caatinga lhe entrega,
 passáros voantes.

A seca do nordeste,
infelizmente a fome,
expõem-se  como peste,
a caça que se consome...

"[REFLEXO OCULTO]".

"[REFLEXO OCULTO]".

Um culpado procurarás,
para seu erro,
olhe-se no espelho,
e encontrarás.

Verás o reflexo,
da incompetência,
com um anexo,
de inexperiência.

Sentirás a culpa,
reconhecendo,a afeição,
desse amor e da paixão,
que tu tanto oculta...

"[DESCULPEM-ME]".



"[DESCULPEM-ME]".

Por ser feito de pura emoção,
não tendo inspiração,
não forçarei o coração,
para qualquer construção.

De modo que,não entenderiam,
 a expressão dos sentimentos,
em que,em bons momentos,
vos enalteceriam.

Então caros amigos,
peço à todos compreenção,
para minha humilde explicação,
por eu estar desguarido.

Ficarei aqui sentado,
na espera de completar,
um bom poetar,
para ser apresentado...