quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

"[SANTÍSSIMA TRINDADE]".



"[SANTÍSSIMA TRINDADE]".

 Deus é um exímio poeta,
 o Espírito Santo é a inspiração,
 Jesus Cristo completa,
 com Seu bondoso coração.

 Escreveu em pedras no monte,
 com canetas de fogo do amor,
 os mandamentos que é a fonte,
 da humanidade em seu favor.

 Inspirou a sagrada escritura,
 para o mundo ela seguir,
 nem precisa de cultura,
 para as Suas palavras sentir.

 De gênesis ao apocalípse,
 leva-nos ao entendimento,
 elevando-nos ao àpice,
 do mais puro sentimento...

"[ESCRITO XIX]".



"[ESCRITO XIX]".

 A unica vantagem do ignorante,é não saber mentir!!!

"[A JARDINEIRA]".



"[A JARDINEIRA]".

Morávamos num vilarejo ribeiro da Barra do rio Pitangui,uns 40 Km.da cidade.
Era uma comunidade de trabalhadores na conservação de um trecho da antiga rodovia do café no Paraná.Como o transporte coletivo naquela época era precário,usava-se como condução uma velha jardineira dos anos 50.Saía do ponto inicial todos os sábados de manhã,bem cedinho.
Quase todos os moradores se locomoviam para a cidade para fazer compras e alguns levavam produtos da região,para barganhar com produtos industrializados.
Bem vamos ao assunto:
Essa jardineira era usada para todos os fins de transporte,como animais, produção agrícola enfim,tudo que se possa imaginar.Numa sexta feira a Dona Sebastiana,esposa do Seu Donatilho ,que era o proprietário da única vendinha que existia por ali,entrou em óbito,e o esposo pegou a condução  e foi à cidade para comprar o caixão para sua esposa.
Comprou e amarrou em cima no porta bagagem que tinha no teto pelo lado de fora da jardineira.À tarde na volta ela vinha super lotada não tinha lugar nem onde por um dedo,de tão lotada que estava,era mercadoria sacos e sacos de alimentos enfim não cabia mais nada dentro daquela pequena condução.
E deram partida na viajem,o chofer anunciou..."Lá vamos nós rumo à Barra".No trajeto já num lugar chamado Bocaina,um passageiro deu com a mão e o chofer parou.Com sacrifício abriu a porta e disse...Não cabe mais ninguém aqui se você quiser pode embarcar ai em cima,se segure bem que não tem perigo.E o rapaz concordou,subiu deu uma batidinha no teto e continuaram a viajem.
Em certa altura antes de passar um córrego que se chama
Passo,começou à chover fino mas constante.O passageiro solitário então para não se molhar entrou no caixão que lhe fazia companhia ali em cima.Acabou dormindo com o barulho da chuva na tampa do caixão.Mais adiante em frente na entrada de uma fazenda chamada de Capão do Meio,estavam à espera da condução três trabalhadores da referida fazenda.
Parou de novo e falou a mesma coisa para eles,só acrescentou... "Façam companhia para aquele que já está lá"!!!
Subiram a escadinha,e olharam o único que lá estava era o caixão amarrado pelas alças.Um olhou para o outro meio desconfiado,e com um certo medo,pois já estava escurecendo.Mas quem dorme a tendencia é acordar é claro.E o rapaz acordou,levantou a tampa do caixão e perguntou meio sonolento.Parou a chuva?
Não obteve resposta nenhuma,só viu os três pularem com a condução andando,no meio da estrada cascalhada e molhada pela fina chuva que caiu... 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

"[O MATEMÁTICO]".


"[O MATEMÁTICO]".

Jardel Fonseca,desde menino era apaixonado por números,perdeu uma namorada de tanto que gostava de fazer cálculos,loterias pentagramas.Tudo que condiz com 1-2-3-4-5... e etc...sempre estava envolvido.Fez fortuna,virando um empresário de renome obviamente mexendo com números.
Casou-se com Valéria,uma astróloga conceituada no meio astrológico nacional.Tiveram um casal de filhos Jardel Jr. e Valeriana.
E  cada vez mais seu patrimônio aumentava à galope.
Um belo dia de manhã,após seu  breakfast,saiu para seu escritório que era à um quarteirão da sua casa.Segundo ele,dava 1634 passos da sua mesa,até a outra mesa,a do seu trabalho.Até isso ele contava.
Como de costume caminhava pela calçada todos os dias religiosamente às 08h50m.Teve uma surpresa desagradável,acompanhada de tremendo susto,quando foi abordado por dois homens encapuzados anunciando um sequestro.Sem esboçar reação alguma preocupou-se em obedecer o que lhes mandavam fazer.Vestiram-lhe um saco preto na cabeça tirando logo sua visão.
Colocaram no ao porta malas de um carro e saíram,primeiro em alta velocidade depois quando viraram a esquina ai sim maneiram e dirigiram normalmente.
Passados alguns minutos mais ou menos uns 20,sentiu que o carro parou,abriram o porta malas e retiraram-no daquele desconfortável compartimento.
Andaram alguns passos e tiraram o saco da sua cabeça,mas continuaram encapuzados de arma na mão um deles falou.Se concordar com nossas exigências nada de mal vai te acontecer.Jardel fez sinal de positivo com as mãos mesmo amarradas.
Ali começou a negociação ele mesmo negociou com os sequestradores.Teve um fato interessante tudo que estava se passando com ele esteve à todo momento calmo e sereno.
Resolveu tudo no mesmo dia,desde o saque até a entrega do dinheiro que na verdade ele tinha no seu cofre particular no escritório.
À noitinha já estava em casa,como se nada tivesse acontecido.
Única pessoa que ficou sabendo desse fato foi a sua secretária Manoela,funcionária de confiança dele porque foi ela que fez a entrega do resgate conforme a arquitetura dos meliantes.
No outro dia religiosamente às 08h50m ali estava Jardel de novo contando seus 1634 passos rumando para o trabalho.
Despachou normalmente fez algumas ligações,e aguardou uma visita agendada através de uma das ligações que deu naquela manhã.
Recebeu em seu escritório um delegado de polícia do GAS,{Grupo Anti Sequestro},e relatou o fato.
O policial fez-lhe as perguntas de praxe não acreditando muito que não demorou  quase nada esse crime,considerado hediondo.
Sem elementos concretos o delegado perguntou.Você só tem isso para falar?Ele respondeu que sim.Ai o policial fez uma cara,e disse. Assim fica difícil desvendar esse seu sequestro,e foi embora.
Jardel passou aquele dia todo na rua,andando de carro.À tarde ligou para o Delegado e disse,eu já descobri o cativeiro que fiquei em cárcere privado.O delegado atônito respondeu.Como?Jardel falou,venha aqui que te mostro.E assim o policial fez.Antes mesmo de descer do carro,Jardel entrou sentou-se abotoou o cinto de segurança, e disse, pode tocar...vamos lá.E foram andando em frente e Jardel dando as coordenadas até chegarem no local do cativeiro.
O que o delegado achou  estranhou,foi que Jardel quando ele estava coordenando o caminho ficou o tempo todo com os olhos fechados.só falava quando tinha que virar para esquerda ou para direita.
O endereço foi dar na casa de um dos seus analistas financeiro,que trabalhava com ele já à muito tempo.
O delegado chamou reforço,adentraram na casa e já foram direto para um comodo recém construído nos fundos da residência.
Prenderam o rapaz que logo confessou o crime.
No preenchimento do inquérito o delegado quis saber,como foi que ele fez para chegar ao cativeiro assim tão depressa.Jardel tirou do bolso um papel rabiscado com umas linha tortas,e em cada canto  que dobrava a linha  tinha um número,e ele falou foi assim.Pelo menos eu sei rabiscar no escuro contei o tempo em números,e cada vez que o carro virava eu anotava.Sempre tive uma caneta e um bloquinho de papel no bolso interno do meu paletó.
O resgate foi devolvido e os dois ficaram em cana!!!

"[AMIGO DE VERDADE]".



"[AMIGO DE VERDADE]".

 Dois amigos de trabalho e de bar.Mas,amigos mesmos.eram Julio e Felício.Julio um negro alto forte por isso era chamado de "Julião",e Felício,por ser um negrinho muito magro levava o apelido de "Carcaça"
 Trabalhavam numa plataforma férrea em cargas e descargas de vagões.
 Certa tarde,ao saírem do serviço dirigiram-se diretamente para o bar.
 Como "Carcaça",teve um desacerto no dia anterior,com a mulher em casa,Encheu o cara de cachaça,que não era muito do seu costume,bebia sim,mas moderado esse dia passou dos seus próprios limites.
 Julião,vendo o amigo naquele estado maneirou,mas bebeu também só que bem menos do que estava acostumado."Carcaça",em certa altura já bem alto o mundo começou a virar,foi para o banheiro desafogar o revertério da sua bebedeira,jogando tudo para fora ,inclusive sua dentadura.
 Voltou para o salão do bar já bem melhor mais ainda meio grogue.
 Despediu-se do amigo só com um aceno tomou seu rumo e foi-se embora.
 Julião também,pagou sua conta despediu-se do dono do bar,mas antes foi ao banheiro.Chegando lá,deparou com uma cena deplorável,nas paredes,no chão em tudo que era canto daquele pequeno comodo.Chamou-lhe a atenção um objeto no chão,era uma dentadura que ali estava.Ele fez o que tinha de fazer,pegou a dentadura lavou e guardou.
 No outro dia "Carcaça"apareceu para trabalhar totalmente banguelo,o seu melhor amigo até estranhou a quietude dele e perguntou.Que foi que ta quieto hoje brigou com sua dona de novo?
 Ele só balançou a cabeça com sinal de não,e mostrou para a boca,como quem diz...Não posso falar.Mas amigo,que é amigo se preocupa e insistiu.Que foi que aconteceu?Carcaça" com vergonha de contar,que tinha perdido a prótese mentiu dizendo que ao comer uma carne meia dura ela quebrou.Julião fez que entendeu,e carinhosamente ofereceu-se para o amigo na intenção de ajuda-lo e disse.Sabe "Carcaça" eu há muito tempo achei uma dentadura e guardei ali no meu armário,vamos lá que te mostro quem sabe com alguns ajustes você pode usa-la e você volta à sorrir.Meio sem graça concordou,e foram para o vestiário.
 Julião então abriu o armário,e tirou de dentro aquela peça,que naquele momento seu amigo tanto precisava.Entregou-lhe e falou,lave e prove,quem sabe vai servir.
 Carcaça" demostrando pouco interesse,fez o que o amigo lhe mandou.
 Quando colocou,afirmou no seu maxilar superior,deu um sorrisinho amarelo e olhou-se no espelho,como mulher que passa batom.
 Virou-se e deu um abraço em seu amigo,e sorrindo falou...
 Sabe meu querido amigo,até parece que foi feita para mim,Ficou melhor do que aquela porcaria que eu usava.
 Na mesma tarde,como de costumes foram para o bar de novo!!!
 E a vida continuou para esses dois amigos!!!

"[ESCRITO XVIII]".


"[ESCRITO XVIII]".

 O homem torna-se totalmente invisível,quando acaba seu dinheiro!!!